» Como fazer com que 30 gramas de conhecimento tenham impacto equivalente ao de duas toneladas e meia.
Não resta dúvida – e já falamos um pouco sobre isso em outras edições do Amplinews (#3, #5, #6 e #7) – que a capacidade de se expressar pode afetar o seu desempenho profissional.
Afinal, é interessante ter boas ideias, mas se não conseguimos mostrar aos outros quão boas são essas ideias, de que adianta?
Por isso, a boa expressão é vital.
Agora, imagine o cenário inverso. Saber se comunicar muito bem mas não ter o que dizer. Triste, não?
Porém isso se resolve com algo muito simples, embora um pouquinho trabalhoso: conhecimento.
“Temos mais oportunidades de conversas de cinco minutos do que de debates em profundidade.”
Ter sobre o que falar é uma excelente estratégia para se alcançar a tão mencionada Única Condição do Amplitudo.
Lembra dela?
No manifesto que recebeu ao assinar o Amplinews, você deve ter lido a respeito de uma condição que lhe concede muita liberdade no trabalho: ser a melhor opção de profissional para o seu empregador.
Ora, possuir muito conhecimento certamente ajudará seu chefe a ter essa percepção sobre você.
– Então, viro um rato de biblioteca a devorar os livros?
Bem, isso ajuda (muito), mas leva tempo. E você conhece o Amplitudo. Nós gostamos de alguns truques. E também gostamos de compartilhá-los.
Dos nove textos sagrados do Amplitudo, o oitavo se chama Conhecimento. Não é à toa. Ele é a quinta ponta da tal Estrela Amplitudiana, um modelo de desenvolvimento concebido para você alcançar mais liberdade no trabalho (falaremos mais dessa Estrela em breve).
Nesse breve compêndio sobre o conhecimento, é proposto o conceito de conhecimento vertical (profundo e especialista) e de conhecimento horizontal (superficial e generalista).
Dentro desse modelo, uma pessoa que estudou a vida inteira somente um único assunto possui muito conhecimento vertical – sua especialidade – e pouco ou quase nenhum conhecimento horizontal.
Não estamos condenando este comportamento ou defendendo aquele outro. Nossa análise é sempre muito prática e, aqui, apenas avaliamos como o conhecimento pode estar a serviço de nossa imagem e, portanto, de nossa liberdade no trabalho.
Pense comigo. No dia a dia, temos muito mais oportunidades de conversas de 5 minutos do que de longos debates em profundidade. E nessas conversas minúsculas não é possível demonstrar todo um assombroso conhecimento vertical.
Nosso interlocutor precisa se utilizar destes poucos minutos, então, para imaginar o tamanho da bagagem por trás daquela pequena amostra. E se a amostra é valiosa, a bagagem, supostamente, também o é.
Por exemplo, eu posso falar brevemente sobre um exercício interessante que, certa vez, um professor aplicou em sala de aula. Ainda que a história seja interessantíssima, pode não brilhar tanto devido à roupagem inexpressiva.
Por outro lado, posso começar assim: “Quando estudei inglês em Londres, um professor nos passou um exercício muito interessante…”
Totalmente diferente. Seu ouvinte começará a imaginar quais outras experiências você pode ter tido, já que é alguém com vivência internacional. E sua imagem se torna muito mais atraente, logo de cara – e dentro dos primeiros cinco minutos.
– E se eu nunca fui para Londres, Álvaro?
Então mexa-se e procure algo interessante para mencionar. Certa vez meu avô me contou uma dessas histórias de médio interesse dos tempos escolares. Só que ele havia estudado no mesmo colégio que o Itamar Franco – que, à época, era “apenas” o presidente do país.
Ao começar mencionando esse fato, sem dúvida uma maior atenção foi obtida. Afinal, ter estudado na mesma escola que o presidente da república amplia a respeitabilidade da história de qualquer um, pois, de certa forma, parecer importante é ser importante.
Esse é o poder que possuem os detalhes.
No próximo Amplinews oferecerei um caso real onde, aplicando o conceito (oportunista) do conhecimento horizontal, eu é que pareci ser uma pessoa tão batuta e importante quanto o meu vovô.
À sua liberdade,
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