» Como usar a confiança no próprio taco para priorizar a família em vez das necessidades de um chefe doido.

É desanimador propormos uma bela teoria e não encontrarmos, na prática, situações que a sustentem.

Por outro lado, o contrário é muito entusiasmante e com muita felicidade escrevo o presente Amplinews para mostrar a você que não se trata de balela: A Única Condição existe mesmo.

Reavivando na sua memória – ou apresentando-o ao conceito caso ainda não tenha lido o texto – o manifesto amplitudiano A Única Condição fala sobre alcançar uma condição de mais liberdade no trabalho.

Pois não há de ser pouca a liberdade de alguém que põe em risco uma transação de 10 milhões para brincar de fazer castelinhos na areia.


“Não vou cancelar a viagem. Meu filho está contando os dias. Altere você a data da reunião.”


Todo o conteúdo do Amplitudo foi desenvolvido para oferecer a você meios de ampliar a sua liberdade no trabalho. Mas tem gente que leva essa ideia mais a sério do que você pode imaginar.

A história a seguir é absolutamente real, pois me foi contada pelo próprio protagonista, cujo verdadeiro nome aparece aqui substituído por “Homem Caveira” para mantermos a fonte protegida.

Obs.: O próprio escolheu esse nome ridículo como seu apelido quando eu lhe solicitei, pelo que peço desculpas.

Caveira trabalhava em uma pequena mas promissora empresa. De todos os projetos que essa empresa desenvolveu para seus clientes, somente dois ultrapassaram a cifra de 1 milhão de reais – e os dois foram conseguidos e gerenciados por ele.

Mesmo antes de tão prodigioso feito duplo, Caveira já desfrutava de características típicas de um amplituder, como foco no resultado e horário de trabalho flexível.

Fui, inclusive, devidamente corrigido quando pilheriei sobre o fato de ele chegar todo dia às 10h para trabalhar:

–  Na verdade, é às 11h – disse ele, com um sorriso maroto.

Um belo dia, Caveira compartilhou comigo seu planejamento de férias (uma semaninha) na praia com a família. Segundo ele, durante as duas semanas que antecediam a viagem, seu filho acordava todas as manhãs contando os dias faltantes.

– Faltam só sete, papai!

Quando faltavam só 4 dias, no entanto, o desorganizado chefe do Caveira disse que a reunião para definir a venda da empresa ocorreria em um dos dias das tais férias programadas na praia.

Obs.: É importante dizer que a empresa passava por uns maus bocados à época e o interesse de um grande grupo em adquiri-la era a grande salvação do universo. Falava-se em uma venda de 10 milhões de reais.

Homem Caveira, embora escolha apelidos ridículos quando lhe é solicitado, é uma pessoa muito amável, o que faz dele um grande pai. Talvez por isso, esta foi a resposta não-tão-amável que nosso grande pai deu ao chefe quando recebeu a sugestão de cancelar sua viagem de férias: “Não.”

Sob o alerta do risco que essa postura praiana impunha à transação da venda da empresa, Caveira, lembrando do olhar fulgurante de seu filho a cada manhã – e do frasco lacrado de protetor solar recém-comprado – não se abalou, oferecendo ao chefe uma simples contraproposta lastreada em todo o poder de quem detém a Única Condição amplitudiana:

– Altere a data da reunião.

– Mas, Caveira, são 10 milhões! – diz o endividado chefe desesperado – Dá para ir para a praia depois com 10 milhões, não dá?

– Não. Meu filho está contando os dias. Tchau.

Homem Caveira é um orgulho para a nação amplitudiana. Fez tudo certinho desde o início: criou valor com o seu trabalho, criou dependência por parte do chefe e, diante da mais leve ameaça à sua paz e à sua liberdade, fez a ameaça recuar.

A reunião foi marcada para outro dia, a empresa foi realmente vendida – nem perto da cifra milionária – e a vida continuou. Vitória da liberdade sobre o vil metal.

E que esse relato possa mantê-lo confiante em sua busca por mais liberdade no trabalho pois, sim, ela existe e Homem Caveira é um exemplo vivo disso.

Só não peça a ele para escolher apelidos para você.

À sua liberdade,

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O que é o Amplinews ?

Um informativo com algumas sugestões para você ampliar (ou parecer que ampliou) suas competências e, assim, conquistar mais liberdade no trabalho.

Comentários (4)

  • Danilo Responder

    Você é parente do Pedro Vieira???

    31 de março de 2016 at 14:16
    • Álvaro Responder

      Olá, Danilo,

      Provavelmente não conta o meu filho, Pedro Vieira, de 4 anos, certo?

      A qual Pedro Vieira você se refere?

      Abraços!

      3 de abril de 2016 at 07:02
      • Danilo Responder

        Nossa que coincidência!!! rsrsss
        Falo do autor de “O poder da ação”, editora Gente

        5 de abril de 2016 at 08:15
        • Álvaro Nascimento Vieira Responder

          Não, não sou. Mas deve ser gente boa, né? Com esse sobrenome… :-)

          5 de abril de 2016 at 15:35

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